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Vacinação de animais de companhia

Cão

Vacinação de cães

O objectivo da vacinação é preparar o animal para combater a doença quando eventualmente for infectado. Este objectivo é conseguido através da inoculação de um determinado agente patogénico (antigénio), morto ou modificado de modo a que não cause doença, para que o animal produza defesas (anticorpos) contra esse agente. Hoje em dia usam-se normalmente vacinas polivalentes, que vacinam o seu amigo contra mais do que uma doença em simultâneo. O tipo de vacinas administrado a cada animal depende do maior ou menor grau de risco de contágio face a uma determinada doença, da idade do animal e do número de vacinas que já fez no passado. Normalmente vacinam-se os cachorros com 6 semanas contra a parvovirose e esgana. As revacinações destas duas doenças são muito importante para que se obtenha uma imunidade duradoura, considerando-se que um cachorro não está completamente protegido contra estas doenças sem pelo menos 3 vacinações. Nestas revacinações, que se realizam com um intervalo de 4 a 5 semanas, utilizam-se vacinas que protegem também contra outras doenças menos conhecidas mas também letais, como a Leptospirose, a Hepatite Vírica, a Tosse de Canil e a Raiva. Dado que não devem ser vacinados animais doentes ou debilitados, pois o seu sistema imunitário não estará completamente operacional levando a uma resposta ineficiente à vacina, é feito ao seu companheiro, no Hospital Animal do Sul, um exame clínico prévio pelo Médico Veterinário que o atender. Só deve considerar o seu cachorro convenientemente protegido após ter terminado o programa vacinal que lhe for indicado, pelo que não o deve expor a animais ou locais potencialmente infectados antes de tempo.

A protecção ao longo da vida do seu companheiro requer vacinações repetidas anualmente com uma vacina que tenha as valências das doenças infecto-contagiosas mais prováveis na sua área de residência. Tenha em atenção que as vacinações efectuadas enquanto o animal é jovem não dão resistência às doenças para toda a vida. Por vezes há reacções vacinais, situação que ocorre muito raramente e que são sempre passageiras. Normalmente constam de tonturas pouco depois do acto vacinal ou, passados alguns dias, o animal mostra tristeza e/ou febre e/ou falta de apetite, pode apresentar vómitos, diarreia ou apenas uma pequena dor no local da inoculação. Se tal acontecer não fique demasiado preocupado(a), mas contacte o seu Médico Veterinário para que lhe dê um conselho ou lhe recomende uma ida à clínica. Não se esqueça que as vacinas aplicadas ao seu companheiro destinam-se a evitar que apanhe doenças muito comuns e algumas com uma mortalidade elevada.

Gatinhos

Vacinação de gatos

Os felinos são criaturas maravilhosas. De facto uma casa sem um gato parece um lugar vazio! São animais de companhia fáceis de tratar, já que são super asseados, não precisam de ir à rua, não fazem barulho e são por norma extremamente meigos. Os gatos que têm acesso ao exterior são evidentemente mais propensos a sofrerem acidentes (atropelamentos, mordeduras de cães desconhecidos, lutas com outros gatos da zona, etc.) e a serem contagiados com doenças infecto-contagiosas ou infestados por parasitas intestinais.

No entanto, ao contrário do que as pessoas pensam, o gato que vive permanentemente em casa, apesar de estar menos exposto às fontes de contágio e aos predadores, surge vulgarmente nas clínicas veterinárias com doenças que os donos transportam involuntariamente nos sapatos e nas roupas, e que poderiam ter sido evitadas com uma vacinação atempada. Para impedir que ele apanhe doenças que podem ser evitadas com uma simples injecção, não deixe de o levar à vacinação sempre que o seu Médico Veterinário lhe recomendar, MESMO PARA O CASO DOS GATOS QUE VIVEM DENTRO DE CASA.

A primeira vacinação nos gatitos é realizada às 8 semanas, sendo seguida neste primeiro ano de vida por uma outra revacinação cerca de 5 semanas mais tarde e que os protege contra várias viroses respiratórias. Se for um animal com acesso ao exterior, será conveniente vaciná-lo também contra a Leucemia felina e Raiva. No primeiro ano de vida a vacinação consta de duas injecções espaçadas de 4 semanas, seguidas de uma aplicação anual. Também para os gatos existem vacinas polivalentes que permitem a obtenção de imunidade simultânea contra várias doenças.

 

 

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